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Quintal em obras: o avanço da extrema direita na América Latina

Quintal em obras: o avanço da extrema direita na América Latina
G. Gupta, Uma gota de água (2013).

Em menos de uma semana, dois países andinos elegeram presidentes inclinados na mesma direção política, por margens muito estreitas. Na Colômbia, Abelardo de la Espriella superou Iván Cepeda por cerca de um ponto percentual, consolidando uma vantagem irreversível. Quase o mesmo ocorreu no Peru, onde Keiko Fujimori estabeleceu vantagem sobre Roberto Sánchez por pouco mais de quarenta mil votos em um cenário de quase vinte milhões de eleitores. A semelhança entre esses processos nos exige interpretá-los em conjunto, como parte de uma reconfiguração ampla no continente.

Javier Milei na Argentina, José Antonio Kast no Chile, Daniel Noboa no Equador, Santiago Peña no Paraguai, Abelardo de la Espriella na Colômbia e Keiko Fujimori no Perú. A eles se somam Nasry Asfura em Honduras e Nayib Bukele em El Salvador, além da tutela trumpista sobre a Venezuela, o sufocamento de Cuba e o apoio ativo de Washington a Flávio Bolsonaro. 

Esse conjunto compõe um bloco orientado para a recolonização da região. Formalizada na National Security Strategy (NSS) e na National Defense Strategy (NDS), atualizadas como a “nova Doutrina Monroe” [1], a estratégia está sendo executada pelo método do achaque. As ameaças de retaliação e de asfixia econômica são impostas diretamente aos próprios eleitorados nacionais, caso desviem da subordinação exigida e não elejam seus emissários trumpistas locais. Ao que parece, o velho quintal está em obras.

A política do achaque no Perú e na Colômbia

No Peru, o segundo turno consolidou a vitória de Keiko Fujimori (Fuerza Popular) sobre Roberto Sánchez (Juntos por el Perú). Após a deposição de Pedro Castillo e a dura repressão sob Dina Boluarte, Sánchez reuniu o campo popular, vencendo no interior rural e no sul andino. A diáspora peruana no exterior, contudo, votou majoritariamente na extrema-direita, revertendo o placar. Essa instabilidade peruana se assenta sobre um longo processo de concentração econômica e crescimento da informalidade, que atualmente atinge mais 70% da população economicamente ativa, a qual vive sem proteções trabalhistas ou previdenciárias [2]. O sociólogo e ex-ministro Héctor Béjar chamou o Perú de “um país que votou de estômago vazio” [3].

O embaixador dos Estados Unidos em Lima e ex-secretário de Marco Rubio, Bernie Navarro, chantageou o tribunal eleitoral e pressionou abertamente pela compra de armamentos americanos [4]. Em paralelo, Washington cerrou fileiras contra a operação do megaporto de Chancay, construído com capital chinês, priorizando a submissão logística do porto de Callao aos interesses norte-americanos [5]. A facilidade com que o fujimorismo se reabilitou – ainda que sejam muito relevantes o apoio dos EUA e a posição de seus quadros partidários no parlamento, no judiciário e no tribunal eleitoral – expõe também a crise do campo popular peruano, que foi sendo esfacelado desde a derrubada de Pedro Castillo em 2022 [6].

Na Colômbia, a vitória de Abelardo de la Espriella alçou à presidência um advogado conhecido pela defesa de chefes de organizações criminosas, que prometeu durante a campanha atuar como um “paraco” (gíria para “paramilitar”), para “extirpar a esquerda” e aplicar fielmente o programa de choque de Milei, prevendo o corte de 750 mil empregos públicos [7]. Mobilizando o apoio dos EUA como ameaça financeira e com pânico da cassação de vistos e de deportações em massa, Espriella obteve vantagem nos centros urbanos e no exterior. O fenômeno é parecido com o que ocorreu no Perú, o que denota que a diáspora latinoamericana passou a ser um diferencial eleitoral para o método do achaque imperialista. Em outras palavras, parece indicar uma espécie de transbordamento da política do ICE para as realidades natais dos imigrantes.

Embora derrotado por uma margem exígua, Cepeda conseguiu um crescimento expressivo de quase três milhões de votos no segundo turno em relação ao primeiro, alcançando 49% do eleitorado, um resultado que demonstra a solidez da base construída pelo Pacto Histórico ao longo dos últimos anos. Esse desempenho ocorreu em um cenário de intensa oposição, no qual as forças poderosas e tradicionais do uribismo aglutinaram-se em torno do candidato de extrema direita. 

Distinta das trajetórias observadas no Brasil ou no Chile, notadamente pela recusa da premissa da conciliação com o grande empresariado e suas representações políticas, a experiência do governo Petro optou por uma estratégia de combate por reformas e se destacou por isso. É um erro político atribuir a derrota eleitoral a esse método de confronto por conquistas programáticas na saúde, na previdência, nas leis trabalhistas e na questão agrária, tensionando os limites da institucionalidade burguesa a partir da mobilização popular [8]. Contudo, a campanha cometeu certamente um equívoco político crasso que não pode ser repetido no Brasil: o triunfalismo de agitar a possibilidade de uma vitória já no primeiro turno. Esse discurso do “já ganhou” desmobilizou amplamente o sentimento de urgência para enfrentar a campanha de pânico moral e econômico ativada pela extrema direita e cobrou um preço alto [9]. 

Militarização no Equador, em Honduras, no Paraguai e em El Salvador

A mesma lógica de subordinação imposta à Colômbia e ao Perú reverbera na imposição de tarifas abusivas e motivadas politicamente contra o México, na política repressiva de Daniel Noboa, que abre o Equador ao intervencionismo de segurança norte-americano “bukelizada”, e no avanço das Zonas de Empleo y Desarrollo Económico (ZEDEs) em Honduras por Nasry Asfura, onde a soberania também está sendo loteada e vendida a corporações norteamericanas para experimentos de “melhoria genética” voltados a super ricos [10]. 

A política de segurança pública conduzida pelo governo de Nayib Bukele em El Salvador, sob a vigência ininterrupta de um regime de exceção desde março de 2022, resultou na suspensão de garantias constitucionais e no encarceramento de mais de 75 mil pessoas. Esse contingente elevou El Salvador ao posto de país com a maior taxa de encarceramento do mundo, superando a marca de 1% de sua população adulta atrás das grades. Organizações internacionais documentaram exaustivamente que esse modelo se sustenta sobre detenções arbitrárias, tortura, desaparecimentos forçados e mortes sob custódia do Estado [11]. 

Já a dinâmica de subordinação do Paraguai sob a gestão de Santiago Peña à política de defesa e segurança dos Estados Unidos combina duas frentes: a cessão da região do Chaco e a entrega da gestão de vias navegáveis. A base militar de Chaco, construída com capacidade para receber aeronaves de grande porte e alojar um número expressivo de tropas, opera como o principal ponto de projeção de poder norte-americano na tríplice fronteira e sobre o Aquífero Guarani. Em outra frente de avanço, através da assinatura de memorandos que autorizam o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos (USACE) a elaborar uma espécie de “plano diretor” da navegabilidade do Rio Paraguai, pavimentou-se o caminho para militarizar a principal rota de escoamento de commodities da região [12].

G. Gupta, Ciclo da vida (2007).

A motosserra no Chile e na Argentina

No Chile, a posse de José Antonio Kast, em março de 2026, encarnando simbolicamente ditadura de Pinochet, abriu um ciclo de contrarreformas. Propôs encerrar 142 programas sociais e reduzir ao menos 15% de outros 260 no orçamento de 2027, entre eles, a Pension Garantizada Universal. Ao mesmo tempo, afrouxou a regulação ambiental para destravar 389 projetos parados, que somam cerca de 89 bilhões de dólares, anunciou cortes de impostos e o fim do IVA sobre novas habitações, criou um “Registro de Vândalos e Incivilidades” e acenou com indulto aos carabineros envolvidos em crimes contra manifestantes no estallido de 2019. 

O plano de Kast para os trabalhadores é de transferir ao próprio assalariado o custo da indenização por demissão, por meio de uma poupança individual que reedita o código de José Piñera de 1981, além de pretender extinguir a lei da jornada das 40 horas [13]. A resposta veio das ruas. Com o desemprego em 8,9% e a negociação do salário mínimo rompida, depois que o governo ofereceu reajuste apenas pela inflação ante os 18,3% pedidos pelas centrais sindicais, os movimentos sociais organizaram mobilizações contra o desmonte [14].

Já na Argentina, lugar central da ofensiva continental, embora Javier Milei exiba uma queda da pobreza para 28,2% no segundo semestre de 2025, a mudança metodológica camufla a redução da renda real entre formais e informais e o repique posterior dos níveis de miséria [15]. A sua motosserra já fechou quase 2.900 fábricas, encolheu a indústria em 7,9% e acabou com 65 mil cargos públicos, dissolvendo diversos ministérios, do Trabalho à Ciência [16]. Quando o governo aprovou, no início de 2026, a reforma trabalhista que substitui o legislado pelo negociado por empresa e enfraquece o direito de greve, enfrentou fortes paralisações sindicais e mobilizações sociais recebidas sempre por severa repressão policial diante do Congresso. 

Simultaneamente, a edição da Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada derrubou limites à compra de terras por capital estrangeiro, acelerando o que pesquisadores da UBA descrevem como processo de “estrangeirização” [17]. Sustentada por orientações do Tesouro dos EUA sob Scott Bessent, a rolagem da dívida externa impõe vendas de estatais, forçando leilões de empresas como a transportadora Transener e a de saneamento (AySA), produzindo uma renovação estrutural da dependência econômica argentina [18]. 

O embate pela desregulamentação e a consequente paralisação de universidades e hospitais remetem ao que Verónica Gago e Luci Cavallero definem como a “fascistização da reprodução social” [19]. Ao desmantelar materialmente as infraestruturas reprodutivas (saúde, educação, lazer, previdência, habitação), combina-se, ao mesmo tempo, no movimento de transferência dos custos da crise para o âmbito doméstico, o endividamento privado e a captura político-ideológica da extrema-direita.

A recolonização da Venezuela e de Cuba

Diante de todos esses processos, parece longínqua a inauguração do ano de 2026 com o que foi a demonstração mais brutal dos planos trumpistas para as Américas. Em 3 de janeiro, tropas de elite invadiram o Forte Tiuna em Caracas e capturaram Nicolás Maduro. Donald Trump celebrou na rede Truth Social, prometeu controle direto sobre o petróleo venezuelano. Com a posse da vice Delcy Rodríguez, a CIA e Washington rapidamente escantearam a oposição de María Corina Machado para negociar com os quadros do próprio regime [20]. As sanções foram afrouxadas e o comércio de petróleo já ultrapassava 1 bilhão de dólares em fevereiro e assim segue [21]. 

Nos últimos dias, diante da escala de mortos e destruição com os terremotos que assolaram várias partes do território venezuelano, a aceitação da assistência humanitária do governo Trump por parte de Delcy Rodríguez evidencia um sentido trágico das mudanças do regime venezuelano a partir da pressão dos EUA. Assolado por eventos climáticos drásticos que são retroalimentados pelo cerco econômico, o regime é forçado a legitimar a ingerência institucional do imperialismo trumpista em meio à catástrofe, justamente aquele que que conduz seu isolamento e sufocamento econômico, que agudiza o drama indizível de centenas de famílias que buscam seus entes entre os escombros, mesmo sem acesso a recursos elementares.

Do mesmo modo, e sem a retaguarda bolivariana emparedada, Cuba sofre o pior fechamento de cerco da sua história. Sanções dos EUA bloquearam importações de petróleo e asfixiaram o conglomerado militar Gaesa, forçando o êxodo de grupos turísticos hoteleiros e bandeiras de cartão de crédito do país. As restrições são aplicadas de forma a abrir caminho para o capital norte-americano, como a autorização para o fundo texano Gillon Capital assumir ativos estrangeiros de mineração no território cubano. Rafael Rojas chama esse processo de “recolonização por absorção”: o bloqueio não é revogado, mas deixa de valer para os novos proprietários dos negócios na ilha [22].

Brasil, última parada

Resta o Brasil, o maior e mais complexo alvo da estratégia imperialista do achaque. A Casa Branca impôs novamente a ameaça de 25% de tarifa sobre produtos brasileiros. A candidatura de Flávio Bolsonaro, porém, entrou em crise em razão da sua vinculação à extorsão de Trump e, em seguida, ainda mais depois do vazamento da informação de que Daniel Vorcaro repassou mais de 60 milhões de reais para custear o filme Dark Horse sobre a vida do seu pai.

A chantagem tarifária devolveu a Lula a bandeira da soberania, e ele recuperou vantagem nas pesquisas ao se contrapor à ingerência conduzida por Marco Rubio. Mesmo depois de Washington classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, o que abre margem para ações de intervenção, 74% dos brasileiros rejeitam qualquer atuação dos Estados Unidos contra essas facções em território nacional sem autorização do governo federal, segundo o Datafolha de junho de 2026, num certo consenso que abrange o antilulismo [23]. 

O Brasil é, além disso, a maior economia da América Latina, quase quatro vezes a da Argentina [24]. A emigração brasileira para os Estados Unidos não tem a escala nem a dependência de remessas que fazem da ameaça de deportação uma coerção direta, como sobre a América Central, a Colômbia ou a Venezuela. As tarifas e as sanções, desde as primeiras medidas em 2025, tiveram relativamente pouco impacto aqui [25]. Ainda assim, os sinais, dia após dia, de que o Departamento de Estado se interessa pela eleição brasileira não estão sendo disfarçados pelo birô de Trump, que tratou o pleito como o seu próximo grande teste no continente [26].

Evidentemente, apenas erguer a bandeira da soberania não vai vencer uma disputa que, mesmo com todos os desgastes autoinfligidos de Flávio Bolsonaro, não comporta a superestimação que a esquerda colombiana cometeu. Exibir índices socioeconômicos também não basta. Há, aliás, um debate em curso sobre por que a melhora dos números não se converte em percepção de bem-estar no Lula 3. A memória inflacionária, o peso do endividamento e das apostas e a globalização do desejo de consumo pelas redes sociais teriam alargado a distância entre o que se ganha e o que se aspira, sobretudo porque a renda da metade mais pobre se recuperou muito lentamente desde a crise de 2015 [27]. A isenção do Imposto de Renda certamente alcançou o trabalhador formal mais estável, mas deixou de fora o proletariado dos aplicativos e da informalidade, justamente o segmento que concentra a rejeição ao governo e a atração pelo discurso antissistema [28]. 

A recolonização da América Latina avança onde encontra uma esquerda acuada na gestão das ruínas do neoliberalismo. A extrema-direita, que hoje governa doze dos dezesseis países que foram às urnas na região, vence cacifando-se como única força que ousa prometer algo concreto – ainda que sua promessa seja uma barbárie concreta.

Em 2022, Lula se elegeu contra o bolsonarismo. Em 2026, a tarefa histórica é eleger-se contra o trumpismo. Derrotar Flávio Bolsonaro em outubro e barrar a interferência imperialista exige que a esquerda brasileira apresente um programa ancorado na soberania, que confronte a reprimarização da economia. Demanda a defesa do controle estatal estrito sobre recursos naturais, as fontes de energia e os fluxos financeiros, revertendo a lógica da dependência que submete o país. Será também urgente, porquanto está cada vez mais nítida a sua necessidade (o que afinal prenuncia o episódio da “misantropia” para as eleições?), romper a dependência tecnológica imposta pelas grandes corporações transnacionais, garantindo a soberania de dados. Do mesmo modo, segue sendo incontornável reverter as contrarreformas de Temer e Bolsonaro na última década e enfrentar a histórica concentração da terra, da renda e do poder no Brasil.

Ainda considerando o fato de que Lula não incorpora um programa combativo de soberania nacional (o que pode ser uma constatação tão realista quanto cínica a depender dos objetivos políticos envolvidos), é preciso escarafunchar, remoer, formular, popularizar essas ideias, até que se tornem força real. A tática de apoio à frente ampla para eleger Lula, se não significar a finalidade de acomodação por diluição, só pode existir a partir de um plano de fortalecimento de um campo de esquerda independente da estratégia de conciliação.  

O êxito da defesa da soberania nacional contra o império depende justamente da sua capacidade de se converter em soberania popular real sobre as condições materiais e morais de vida, ou continuaremos reféns da mesma história da dependência e subalternização. O quintal não pode mais seguir em obras a mando dos grileiros do terreno, ainda que eles estejam cada vez mais vorazes. 

[1]: OPEU. Doutrina Donroe: ofensiva estado-corporativa na Venezuela ameaça a soberania na AL. OPEU - Observatório de Política Externa dos Estados Unidos, 13 jan. 2026. Disponível em: https://www.opeu.org.br/2026/01/13/doutrina-donroe-ofensiva-estado-corporativa-na-venezuela-ameaca-a-soberania-na-al/. Acesso em: 25 jun. 2026.

[2]:  GESTIÓN. Millones de peruanos son informales: candidatos presidenciales ofrecerán soluciones. Gestión, Lima, 7 dez. 2025. Disponível em: https://gestion.pe/economia/13-millones-de-peruanos-son-informales-candidatos-presidenciales-ofreceran-soluciones-noticia/. Acesso em: 26 jun. 2026.

[3]: BÉJAR, Héctor. Perú: país que vota con el estómago vacío y la cabeza sitiada. Resumen Latinoamericano, 20 abr. 2026. Disponível em:https://www.resumenlatinoamericano.org/2026/04/20/peru-pais-que-votan-con-el-estomago-vacio-y-la-cabeza-sitiada/. Acesso em: 25 jun. 2026.

[4]: MEJÍA, Pepe. Peru: las elecciones no resuelven lo esencial. Viento Sur, 13 jun. 2026. Disponível em: https://vientosur.info/peru-las-elecciones-no-resuelven-lo-esencial/. Acesso em: 26 jun. 2026.

[5]: COOPERACCIÓN. Entre el chifa y las hamburguesas: la disputa geopolítica y el puerto de Chancay. CooperAcción, Lima, maio 2021. Disponível em: https://cooperaccion.org.pe/entre-el-chifa-y-las-hamburguesas-la-disputa-geopolitica-y-el-puerto-de-chancay/. Acesso em: 25 jun. 2026.

[6]: SHAPIRO, Martín. Peru: de la fragmentación a la polarización extrema. Cenital, 8 jun. 2026. Disponível em: https://cenital.com/peru-de-la-fragmentacion-a-la-polarizacion-extrema/. Acesso em: 26 jun. 2026.

[7]: OSÓRIO, Camila. As promessas da extrema direita que De la Espriella imita de Milei, Bukele, Bolsonaro, Uribe e Trump. IHU On-Line, São Leopoldo, 24 jun. 2026. Disponível em: 667553-as-promessas-da-extrema-direita-que-de-la-espriella-imita-de-milei-bukele-bolsonaro-uribe-e-trump. Acesso em: 26 jun. 2026.

[8]: SHIFTER, Michael. Gustavo Petro deja una izquierda fuerte y con opciones reales de volver al poder en Colombia. Cambio, Bogotá, 25 jun. 2026. Disponível em: https://cambiocolombia.com/poder/articulo/2026/6/michael-shifter-gustavo-petro-deja-una-izquierda-fuerte-y-con-opciones-reales-de-volver-al-poder-en-colombia. Acesso em: 26 jun. 2026.

[9]: VENGOECHEA, Mauricio de. La oposición no gana elecciones, los gobiernos las pierden: Mauricio De Vengoechea analiza los errores y aciertos de la segunda vuelta electoral. Cambio, Bogotá, 24 jun. 2026. Disponível em: https://cambiocolombia.com/poder/articulo/2026/6/la-oposicion-no-gana-elecciones-los-gobiernos-las-pierden-mauricio-de-vengoechea-analiza-los-errores-y-aciertos-de-la-segunda-vuelta-electoral. Acesso em: 26 jun. 2026.

[10]: GONÇALVES, Reynaldo Aragon. Prospera: bunker do apartheid biológico. Outras Palavras, 27 fev. 2026. Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/prospera-bunker-doapartheid-biologico/. Acesso em: 26 jun. 2026.

[11]: CRISTOSAL. El precio de disentir: criminalización y persecución política en El Salvador 2019-2025. San Salvador: Cristosal, 2025. Disponível em: https://cristosal.org/wp-content/uploads/2026/03/Cristosal-El-precio-de-disentir-Criminalizacion-y-persecucion-politica-en-El-Salvador-2019-2025.pdf. Acesso em: 26 jun. 2026.

[12]: VIANNA, Jéssica. O cerco à Bacia do Prata: como os EUA usam o crime organizado para militarizar o Cone Sul. Diálogos do Sul, 4 maio 2026. Disponível em: https://dialogosdosul.operamundi.uol.com.br/o-cerco-a-bacia-do-prata/. Acesso em: 26 jun. 2026.

[13]: TeleSUR. Chile 2026: Gobierno de Kast inicia política de recortes sociales y represión oficial, 22 mar. 2026. Disponível em: https://www.telesurtv.net/chile-kast-recortes-sociales-y-represion/. Acesso em: 26 jun. 2026.

[14]: CIPER Chile. Recortes: 40 de los 401 planes que Hacienda propone reajustar o descontinuar chocan con promesas de campaña de Kast, 30 abr. 2026. Disponível em: https://www.ciperchile.cl/2026/04/30/recortes-40-de-los-401-planes-que-hacienda-propone-reajustar-o-descontinuar-chocan-con-promesas-de-campana-de-kast/. Acesso em: 26 jun. 2026.

[15]: ARGENTINA. Instituto Nacional de Estadística y Censos (INDEC). Incidencia de la pobreza y de la indigencia en 31 aglomerados urbanos: segundo semestre de 2025. Buenos Aires: INDEC, 31 mar. 2026. Disponível em: https://www.indec.gob.ar/indec/web/Nivel4-Tema-4-46-152. Acesso em: 25 jun. 2026. Ver também: OBSERVATORIO DE LA DEUDA SOCIAL ARGENTINA (ODSA-UCA). Desigualdades estructurales, pobreza por ingresos y carencias no monetarias: Informe anual 2025. Buenos Aires: Pontificia Universidad Católica Argentina, dez. 2025. Disponível em: https://uca.edu.ar/es/observatorio-de-la-deuda-social-argentina. Acesso em: 25 jun. 2026.

[16]: AUDEMUS. O desempenho da indústria argentina no cenário global (2023-2025): Relatório de análise industrial. Buenos Aires: Audemus, 2026. Disponível em: https://iclnoticias.com.br/argentina-pior-desempenho-industrial-mundo/. Acesso em: 25 jun. 2026; ATE. Informe sobre la situación del empleo público: despidos, cierres y reestructuraciones a abril de 2026. Buenos Aires: ATE, 2026. Disponível em: https://ate.org.ar/250814-desguace-estado/. Acesso em: 25 jun. 2026; INDYMEDIA ARGENTINA. Media sanción para la reforma laboral: marchas, huelgas, represión y resistencia. Indymedia Argentina, Buenos Aires, 12 fev. 2026. Disponível em: https://argentina.indymedia.org/2026/02/12/media-sancion-para-la-reforma-laboral-marchas-huelgas-represion-y-resistencia/. Acesso em: 25 jun. 2026.

[17]: OBSERVATORIO DE TIERRAS. Tercer Informe: Territorio y bienes comunes en disputa: extractivismo y extranjerización en la Argentina. Buenos Aires: Observatorio de Tierras (FCE-UBA/PRIHA), 25 mar. 2026. Disponível em: http://www.observatoriodetierras.ar/. Acesso em: 25 jun. 2026.

[18]: OCIPEX. La tierra, núcleo básico de la disputa geopolítica: el caso argentino y la ofensiva contra la Ley N.° 26.737. Buenos Aires: Ocipex, 13 jun. 2026. Disponível em: https://ocipex.com/articulos/la-tierra-nucleo-basico-de-la-disputa-geopolitica-el-caso-argentino-y-la-ofensiva-contra-la-ley-n-26-737. Acesso em: 25 jun. 2026; LA NACIÓN. Qué dijo Bessent sobre la nueva ayuda de EE.UU. que podría llegar a la Argentina. La Nación, Buenos Aires, 15 out. 2025. Disponível em: https://www.lanacion.com.ar/economia/que-dijo-bessent-sobre-la-nueva-ayuda-de-eeuu-que-podria-llegar-a-la-argentina-nid15102025/. Acesso em: 25 jun. 2026; ARGENTINA. Ministerio de Economía. Resolución 704/2026: Llamado a Licitación Pública Nacional e Internacional para la venta de las acciones de Agua y Saneamientos Argentinos Sociedad Anónima (AySA S.A.). Buenos Aires: Ministerio de Economía, 14 maio 2026. Disponível em: https://www.aysa.com.ar/Quienes-Somos/Privatizacion. Acesso em: 25 jun. 2026.

[19]: GAGO, Verónica; CAVALLERO, Luci. The fascistisation of social reproduction. Radical Philosophy, n. 216, winter 2023. Disponível em: https://www.radicalphilosophy.com/article/the-fascistisation-of-social-reproduction. Acesso em: 26 jun. 2026.

[20]: THE GUARDIAN. Venezuela's Delcy Rodríguez assured US of cooperation before Maduro's capture. The Guardian, Londres, 22 jan. 2026. Disponível em: https://www.theguardian.com/world/2026/jan/22/delcy-rodriguez-capture-maduro-venezuela. Acesso em: 25 jun. 2026.

[21]: REUTERS. U.S. oil imports from Venezuela hit $1 billion mark in February. Reuters, Washington, 15 mar. 2026. Disponível em: https://www.reuters.com/business/energy/us-refiners-struggle-absorb-sudden-surge-venezuelan-oil-imports-2026-02-03/. Acesso em: 25 jun. 2026. 

[22]: ROJAS, Rafael. La recolonización por absorción: Cuba y el capital estadounidense. Nueva Sociedad, Buenos Aires, maio 2026. Disponível em: https://nuso.org/articulo/cuba-estados-unidos-Trump/. Acesso em: 25 jun. 2026.

[23]: Datafolha (17 e 18 de junho de 2026): 59% apoiam, total ou parcialmente, a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, mas 74% rejeitam qualquer ação dos Estados Unidos contra as facções em solo brasileiro sem autorização do governo federal. InfoMoney, 19 jun. 2026. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/politica/datafolha-74-rejeitam-acao-dos-eua-no-brasil-mas-59-apoiam-medida-contra-faccoes/. Acesso em: 25 jun. 2026.

[24]: FMI, dados de 2025: o Brasil tem o maior PIB da América Latina, US$ 2,28 trilhões. Poder360, jun. 2026. Disponível em: https://www.poder360.com.br/poder-economia/brasil-tem-5o-maior-poder-de-compra-medio-da-america-do-sul. Acesso em: 25 jun. 2026.

[25]: MARTELLO, Alexandro. Tarifaço de Trump: impacto na inflação brasileira em 2025. g1, Brasília, 14 ago. 2025. Disponível em: tarifaco-analistas-veem-impacto-favoravel-na-inflacao-brasileira-em-2025-cenario-e-incerto-no-futuro.ghtml.  Acesso em: 26 jun. 2026.

[26]: Sul21. Trump indica que eleição no Brasil é teste para EUA na América Latina, 24 jun. 2026. Disponível em: https://sul21.com.br/noticias/internacional/2026/06/trump-indica-que-eleicao-no-brasil-e-teste-para-eua-na-america-latina/. Acesso em: 25 jun. 2026.

[27]: CARVALHO, Laura; KLEIN, Guilherme. Por que o desempenho econômico de Lula 3 não se converte em popularidade. Folha de S.Paulo, São Paulo, 11 maio 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/05/por-que-o-desempenho-economico-de-lula-3-nao-se-converte-em-popularidade.shtml. Acesso em: 26 jun. 2026.

[28]: LACERDA, Marina Basso. Por que as conquistas não se convertem em votos?: a reprimarização da economia cobra seu preço político. Le Monde Diplomatique Brasil, 24 abr. 2026. Disponível em: https://diplomatique.org.br/por-que-as-conquistas-nao-se-convertem-em-votos/. Acesso em: 26 jun. 2026.