indig_nação / indigna_nação

Você está cansado, estressado, de “saco cheio” de tudo? Parece que sua indignação só aumenta a cada dia?

Olhe à sua volta.

Não! Olhe além de sua volta. Tente perceber como as coisas estão. Perceba o tom de voz com que as pessoas estão se comunicando. Repare, por exemplo, se as pessoas do seu convívio estão tranquilas ou se estão meio estressadas, como se também estivessem de “saco cheio”.

Vivemos dias turbulentos que, em breve, estarão relatados nos livros de História do Brasil. Sinta-se importante, você faz parte desses dias.

Nossas decisões, escolhas, comportamentos e julgamentos variam de acordo com o ambiente a nossa volta. O que determina o valor dessas decisões, escolhas, comportamentos e julgamentos é algo que mora dentro de nós, nossa índole, nosso caráter.

É o seu caráter que influencia sua tomada de decisão: “devolver aquele troco à mais ou ficar quieto e guardar no bolso?”. É a sua índole que determina sua escolha e seu comportamento: “fazer aquilo que todos estão fazendo, mesmo que esteja errado, ou ficar sozinho e fazer o que é certo?”. E é a sua índole, seu caráter, quem determina o peso e o valor de seu julgamento.

“Não julgueis, para que não sejais julgados.” (Mateus, cap. 7, ver. 1)

Julgamos o tempo todo!

Julgamos o caráter daqueles usam o nome de Deus para tudo, a mulher que usa roupa curta à noite, aquele “cara magrelo” que é todo tatuado, o pastor, o padre. Julgamos, julgamos e julgamos.

Hipócritas; vagabunda; maconheiro; mercenário; pedófilo… é, julgamos sim!

Mal conseguimos tomar conta da nossa vida e dos nossos afazeres e, mesmo assim, somos especialistas a respeito da vida alheia, sabemos tudo sobre o caráter do outro.

Se nós julgamos, nós nos indignamos. Certo!?

Ficamos indignados por usarem o nome de Deus em coisas erradas, porque a “garota de roupas curtas” está “à procura de sexo”, porque o magrelão todo tatuado fuma maconha, porque os fiéis doam seu dinheiro e porque é muito estranho que aquele padre passe muito tempo com as crianças da igreja.

Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido também medirão a vós.” (Mateus, cap. 7, ver. 2)

Vire a moeda; olhe o outro lado; se coloque no lugar do outro; repare nas suas próprias atitudes; seja crítico consigo mesmo.

Conheça, pesquise, leia, se informe antes de falar, vá atrás de informação. Você pode se surpreender com o que vai descobrir. Não fique no “disse me disse”, no “ouvi falar”, descubra você mesmo! Não seja só mais um repetindo algo sem saber. Não se permita ser massa de manobra.

Seja responsável pelo seu senso de juízo, pelo seu juízo de valores e pela sua própria indignação. Não se contente que a ideia dos outros sobre “esse ou aquele assunto” estrague seu humor, te cause angústia ou estresse.

Quando você se acostumar a pesquisar, a ler, a buscar a informação no lugar certo, a ouvir as duas, três ou várias versões do mesmo fato e tirar suas próprias conclusões, não ficando apenas “na ideia dos outros”; quando você tiver certeza daquilo que vai dizer, de que decisão irá tomar, de qual escolha vai fazer, de como irá julgar … seja para ficar tranquilo ou se indignar, faça tudo isso com boa índole e esteja certo de que terá tomado a melhor decisão, terá feito a melhor escolha e, certamente, estará em paz consigo mesmo, ainda que indignado com a situação.

Coloque isso em prática e sua indignação será justa, caso contrário, continuaremos sendo uma Indigna Nação, na vida real e nos livros de História.

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