1 milhão de reais em emendas pra Itaperuna. Saiba quais representantes do povo estavam lá e o que foi discutido.

No último sábado (01/07/17), Itaperuna recebeu em sua Câmara Municipal, o Deputado Federal Glauber Braga, que independentemente de sua ideologia, se mostrou solícito, acessível e disposto a ajudar nossa cidade.

O Deputado veio com a missão de ouvir propostas de projetos, discuti-las, por em votação e depois encaminhar como “Emenda Participativa” ao orçamento federal. O valor total que ele tinha para propor a partir da reunião era de um milhão de reais.

Com um discurso voltado para a vertente social, Glauber tinha em mãos, todos os projetos que já haviam sido propostos anteriormente pela região. Explicou a cronologia dessas emendas e que os recursos ali acordados seriam empregados em projetos no próximo ano e empenhados em meados de 2019, supervisionados por uma comissão de acompanhamento junto à aplicação destes recursos. O deputado citou inclusive uma verba de R$81.000,00 que foi depositada na conta de nossa prefeitura em março desse ano.

Plenário
dep. Glauber Braga PSB/RJ

De posse dessas informações, algumas perguntas surgem de forma quase automática:

  • Quais representantes do povo itaperunense se encontravam na câmara?
  • Quais propostas foram votadas?

As emendas advindas dos parlamentares, sejam elas participativas ou propostas unilateralmente não têm como propósito principal resolver o problema da falta de recursos dos municípios, uma vez que a busca pela eficiência se estende em todos os níveis do executivo. O propósito das emendas é apoiar projetos específicos sem gerar expectativas por parte dos municípios ou qualquer tipo de “patriarcado” em cima de obras políticas. É como se fosse um “trabalho de formiguinha” no fim das contas…

Se contarmos todas as secretarias e vereadores de Itaperuna, o total de representantes nesta reunião era ZERO. Isso mesmo, nenhum destes representantes teve a disposição, ou mesmo a ousadia de constar no local, seja para estabelecer contato, trocar informações, ouvir demandas propostas ou mesmo discutir o cenário político de forma menos unilateral. Para não ficarmos no ZERO ABSOLUTO, contamos com a presença do Vice-Prefeito (que rompeu com a administração municipal, logo após ter sido deixado de lado das decisões tomadas pela mesma), que usou da palavra para agradecer aos presentes e incentivar a participação popular… LAMENTÁVEL, principalmente quando já vimos confusão por muito menos que R$1.000.000,00.

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Depois de constatar que não fomos devidamente representados no evento, presenciamos as proposições, defesas e votações. As propostas apresentadas foram:

  1. IFFluminense: Compra de maquinário para o “bandejão” do IFF e demais equipamentos para estrutura do Instituto;
  2. APAE: Infraestrutura e construção para adequar às demandas da Associação;
  3. Movimento RUA: Revitalização da praça central e construção de um espaço para a juventude na pista de skate;
  4. Construção de um Centro para Educação Ambiental na cidade de Natividade;
  5. Construção de uma Fábrica de Ração pela Associação dos Produtores de Leite;
  6. Construção de uma creche pública no Loteamento São Manoel.

A primeira pauta tratou de “desmembrar” a ementa, contemplando 2 projetos com 500 mil reais cada, sendo eleitos, os mais votados pela plenária. As duas primeiras propostas (IFF e APAE), foram selecionadas com 50 votos cada e serão encaminhadas ao Deputado até o mês de Outubro para então tramitar pelo orçamento da união. Desta forma, o Deputado se despediu, após atender várias dúvidas (inclusive as nossas), e se foi , nos deixando com mais questões em mente do que tínhamos antes de sua chegada:

  • Nosso sistema democrático é tão avançado a ponto de cada “voto vitorioso” ter o peso de R$10.000,00 na seleção de uma emenda?
  • Nossa sociedade é tão evoluída a ponto de virar às costas para esse tipo de evento, enquanto supervaloriza tantas coisas mais fúteis?
  • Até onde vale a pena ouvir nossos representantes, mesmo que eles tenham convicções e ideologias diferentes das nossas?

Chega da falácia de que os representantes que só governam para si são o reflexo do povo que vota de acordo com seus interesses. Independente da via que os elegeu, o serviço deve ser prestado para todos, pois se não for assim, a política será sempre politicagem.

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