Como diminuir a distância da teoria para a prática? Da sala de aula para o mercado de trabalho…

Em meio à reformas trabalhistas, previdenciárias, alheia a delação ou leniência, tramita a Reforma do Ensino médio que ainda depende de portaria normativa e deve ser concluída até o final do ano. O Ministério da Educação chama de “Novo Ensino Médio”.

A grande verdade é que o aluno em geral “termina” o ensino médio atualmente sem ter a mínima noção de qual é o seu lugar no mundo, não sabe nada sobre profissão, não tem a mínima noção da economia regional, muito menos o que gostaria de ser agora que “já cresceu”. O reflexo disso vai desde às altas taxas de evasão do ensino superior até a dificuldade para colocação no mercado de trabalho.

Conforme o tempo vai passando, as coisas vão mudando cada vez mais depressa, quem se adequa primeiro, chega primeiro. Quem pára pra pensar de acordo com os antigos métodos, no mínimo, anda pra trás. Temos algumas explicações ou ponderações para a enorme distância constatada entre a sala de aula e o mercado encontrado pelos alunos:

  • A participação dos pais na educação dos filhos é mínima, além de muitos creditarem na conta das escolas eventuais “desvios comportamentais dos filhos”;
  • A metodologia de ensino atual é ultrapassada e semelhante a do século XIX, professores que ousam fazer diferente são;
  • Os professores são pessimamente remunerados (4x menos do que a média dos países desenvolvidos);
  • Muitas escolas estão abertas sem a condição mínima de funcionamento, seja em âmbito estrutural quanto de segurança;
  • Nosso currículo é desatualizado e não tem nada a ver com o mercado de trabalho. Alguns tratam o ensino médio como um pré vestibular, outros como um estorvo.

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Assistam este vídeo para entender um pouco mais do que estou falando…

Até onde isso é um problema social? Pais que “terceirizam” a educação de seus filhos a um sistema público insuficiente ou um sistema particular formador de vestibulandos… O que pode ser feito pelos diferentes atores deste cenário?

Pais/Responsáveis:

Tomem as rédeas da situação, quanto pior é a passagem de seu filho pela escola, pior será a inserção dele no ambiente profissional, quanto maior a cobrança agora, melhor será depois quando precisarem “se virar”. Vejam as notas de seus filhos, conversem com professores sobre eles, vejam com quem eles andam (as vezes eles são a má influência dos filhos dos outros). Vejam como anda o planejamento deles, gestão de estudo, incentivem, conversem sobre profissões e como vai ser a vida após aquela etapa.

Professores:

Se quiserem formar alunos para o futuro, esqueçam os métodos do passado, a sala de aula tradicional não funciona mais, esqueçam. Disciplinas teóricas sem aplicação prática não são assimiladas, a menos que momentaneamente, para uma prova ou exame. O professor dos dias de hoje recebe muito menos pra tratar um insumo pior para um ambiente bem conturbado, tendo em vista nossa economia, sobretudo do interior. Em outras palavras, se não tiver muita aptidão para isso, escolha outra profissão… A necessidade aqui é vocacional!

Gestores Públicos:

Abram os olhos para os principais gargalos, adotando medidas sustentáveis e com foco no longo prazo, trabalhem ponto a ponto, sobretudo em um ambiente de recursos escassos:

  • Revejam a remuneração dos docentes, e planos de carreiras;
  • Promovam trabalho conjunto na estrutura das escolas, independentemente da esfera responsável, investimento na educação é ganho certo, sempre;
  • Preparem o mercado para os formandos, fomentem programas de estágio, oficinas, orientação profissional;
  • Trabalhem as vocações regionais, são mais baratas do que “importar” ações e garantem maior assertividade na empregabilidade.

Estudantes:

Antecipem seus problemas e preocupações, não deixem pra última hora, conheçam o mercado, trabalhem em conjunto com os professores no processo de aprendizagem. Estudem seus pontos fracos e trabalhem neles, verifiquem as necessidades do mercado e persigam seus objetivos. Esqueçam seus pais e responsáveis, seus estudos só dependem de você, que será o único  beneficiado no final desse processo. Isso pode, e deve ser repetido/lembrado desde a alfabetização, até o doutorado, seja você pai ou professor.

Um comentário sobre “Como diminuir a distância da teoria para a prática? Da sala de aula para o mercado de trabalho…

  1. O trabalho precisa ser árduo, formar cidadãos capazes de pensar, prosperar, conquistar, etc.
    O conhecimento é o maior patrimônio do ser humano. Só através “dele” as novas escolhas farão diferença, serão virtuosas…
    Jovens pensantes, cidadãos sábios e a certeza de um futuro melhor.

    Curtido por 1 pessoa

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